O madeiramento é a estrutura que sustenta todo o peso das telhas e resiste à pressão do vento e da chuva. Escolher a madeira errada significa risco de flecha excessiva, trincas na cobertura e, no pior dos casos, desabamento. Por outro lado, comprar madeira de mais ou de dimensão exagerada joga dinheiro fora sem ganho real de segurança. O segredo está em conhecer as espécies, as bitolas corretas e os sinais de qualidade.
As partes do telhado e a madeira que cada uma exige
Um telhado de madeira tem pelo menos três componentes estruturais principais, e cada um trabalha de forma diferente:
- Tesouras ou treliças — são a estrutura principal, responsáveis por distribuir o peso para as paredes. Exigem madeira de maior resistência mecânica, como o eucalipto tratado ou o ipê. Bitolas comuns: 6×12 cm a 8×16 cm, dependendo do vão.
- Terças — apoiam-se sobre as tesouras e sustentam os caibros. Podem ser de eucalipto, maçaranduba ou angelim. Dimensão típica: 6×8 cm ou 6×12 cm.
- Caibros e ripas — os caibros apoiam as ripas, e as ripas recebem as telhas. Caibros geralmente são de 4×5 cm ou 5×6 cm; ripas de 1×3 cm ou 1,5×4 cm. Nesses componentes, o eucalipto tratado e o pinus tratado são opções comuns e com bom custo-benefício.
O importante é não usar a mesma bitola para tudo. A tesoura precisa de seção maior porque recebe carga maior. Usar ripas grossas demais onde caberiam ripas finas gera peso desnecessário na estrutura.
Como avaliar a qualidade da madeira
Antes de comprar, examine cada peça. Madeira de boa qualidade apresenta:
- Superfície sem rachaduras profundas — pequenas fissuras na superfície são normais após a secagem, mas fendas que atravessam a peça comprometem a resistência.
- Nós firmes e poucos — nós soltos ou em excesso enfraquecem a madeira no ponto de apoio.
- Uniformidade de cor e textura — manchas escuras localizadas podem indicar apodrecimento interno.
- Tratamento preservante atestado — madeira tratada em autoclave resiste a cupins e umidade por décadas. Peça o certificado de tratamento ao fornecedor.
Se a madeira vier com casca, isso é um sinal de alerta. Madeira serrada e tratada não deve ter casca — ela abriga insetos e retém umidade. Também desconfie de peças com cheiro forte de mofo ou que estejam visivelmente tortas quando apoiadas no chão.
Eucalipto tratado, pinus tratado ou madeira de lei?
O eucalipto tratado é a escolha mais equilibrada para a maioria das residências no Espírito Santo. Tem resistência mecânica alta, preço acessível e responde bem ao tratamento em autoclave. O pinus tratado custa menos e atende bem serviços de menor porte ou coberturas de áreas de lazer, mas tem resistência mecânica inferior ao eucalipto.
Madeiras de lei como ipê, maçaranduba e angelim-ferro são as mais resistentes do mercado, porém o custo é significativamente maior. Vale a pena em obras de padrão mais alto ou onde o madeiramento ficará aparente e precisa ter valor estético. Para telhados convencionais com forro, o eucalipto tratado atende com folga.
Quando consultar um profissional
Se o vão entre as paredes de apoio passa de 6 metros, se o telhado tem formato diferente do convencional (duas águas simples) ou se a cobertura vai receber telhas concretas ou cerâmicas de grande peso, chame um engenheiro ou um mestre de obras experiente. O dimensionamento incorreto das tesouras pode comprometer toda a estrutura.
Mesmo em projetos simples, uma consulta rápida com o fornecedor de materiais faz diferença. Na INCOMOL, ajudamos clientes da região a definir a lista de madeiramento com base no tipo de telha, no vão da construção e na inclinação desejada. Traga sua planta ou as medidas do terreno — quanto mais informação, mais precisa fica a quantidade.
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